quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Arara-canindé *** Ara ararauna (Linnaeus, 1758) _Blue-and-yellow Macaw_


arara-canindé (Ara ararauna,  Linnaeus,  1758), também conhecida como arara-de-barriga-amarelaarariarara-amarelaarara-azul-e-amarelaararaí canindé , é uma das mais conhecidas representantes do gênero Ara sendo uma das espécies emblemáticas do  cerrado  brasileiro e importante para muitas comunidades indígenas. É muito apreciada como animal de estimação. Ocorre da  América Central  ao Brasil, Bolívia  e Paraguai. 

Os indivíduos desta espécie pesam cerca de 1,1 quilogramas e chegam a medir até noventa centímetros de comprimento, com partes superiores azuis e inferiores amarelas, alto da cabeça verde, fileiras de penas faciais negras sobre o rosto glabro e branco, olhos de íris amarela e garganta negra. Têm uma longa cauda triangular, asas largas, um bico escuro grande e forte e as típicas patas zigodáctilas dos psitacídeos, com dois pares de dedos opostos, o que lhes dá grande destreza para escalar árvores e manipular os alimentos. Seu grito típico é um RRAAAAK gutural e áspero com entonação ascendente, mas podem produzir diversas outras vocalizações mais anasaladas e musicais.

Ara ararauna ocorre em uma grande região da  América do Sul  a leste da Cordilheira dos Andes concentrada na  região amazônica até o Norte do  Paraguai e Bolívia, , mas chegando ao litoral somente no norte do continente, entre o Pará e e Venezuela.  Também é encontrada em ilhas de ocorrência no sul do  Panamá, Peru, Equador e Colômbia. No  Pantanal,  sua ocorrência é rara. Foi introduzida pelo homem em  Porto Rico. É raramente avistada em altitudes superiores a 1 650 m.
Graças à sua vasta distribuição e grande população estimada, esta espécie de arara não está em condição de ameaça imediata,mas sua população vem declinado diante da destruição do ambiente e do comércio intenso, muitas vezes ilegal, sendo procurada em todo o mundo como animal de estimação por sua docilidade em cativeiro e grande beleza. Entre 1981 e 2005, foi registrado o comércio de 55 531 exemplares, e o preço por indivíduo pode chegar a 4 000 dólares estadunidenses. O relatório da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres apontou a existência de quatro tipos de tráfico de animais no Brasil. O primeiro é o tráfico para colecionadores particulares e Zoológicos. Os principais clientes situam-se na  Europa, Asia e América do Norte e, entre as espécies mais procuradas, encontra-se a arara-canindé. A segunda modalidade, a chamada  biopirataria, sequestrando espécimes para a pesquisa científica, não chega a atingir a canindé, mas a terceira sim, a que busca animais para petshops, bem como a quarta, que busca suas penas para a indústria da moda.
A atividade predatória do homem já fez com que em alguns locais fosse extinta, como em Trinidad e Tobago, Santa Catarina, Paraguai e Bolívia,  ou quase extinta, como em São Paulo.Na área do  cerrado,atualmente o bioma  mais ameaçado da América do Sul,onde outrora abundava, já é considerada em perigo. O caso se torna mais grave quando se sabe que a canindé está envolvida na dispersão de sementes, atividade importante para o equilíbrio do seu ecossistema,  e que os caçadores clandestinos muitas vezes abatem as árvores com os ninhos para chegar aos filhotes, prejudicando a reprodução de diversas espécies de aves que utilizam o mesmo ninho em épocas reprodutivas diferentes.
Por outro lado, medidas para sua conservação já foram e estão sendo tomadas. O governo brasileiro proíbe o comércio e cativeiro de animais silvestres em geral e mantém reservas ecológicas onde ela ocorre,e algumas regiões elaboraram políticas específicas para sua proteção. Já existem diversos projetos, mantidos pela iniciativa privada e/ou pelos governos, para o estudo, proteção e recuperação das populações de araras-canindé e os criadouros comerciais regulamentados também contribuem na proteção e propagação da espécie. As técnicas para sua criação já foram bem dominadas e o número de ovos produzidos em cativeiro a cada postura pode chegar a vinte, em comparação com a média de dois na natureza.
As araras-canindé na natureza vivem em  habitats  variados, desde a floresta tropical úmida até savanas  secas.Vivem preferencialmente no estrato arbóreo superior e em proximidade da água. Essas aves, como outros membros de sua família, são gregárias e barulhentas, podendo viver em comunidades numerosas, mas grupos pequenos ou mesmo apenas casais com crias também são comuns. Podem passar longos períodos do dia em repouso, relacionando-se com companheiros ou fazendo acrobacias no alto dos galhos. Voam em pares ou em grupos de três indivíduos, frouxamente ligados a um grupo maior. São grandes voadoras e podem transpor grandes distâncias entre os locais de repouso e nidificação e os de alimentação a cada manhã e tardinha, e tipicamente seus gritos são ouvidos muito antes de as aves serem vistas. Ocasionalmente alguns exemplares podem ser encontrados a grande distância de suas áreas de frequentação habitual.
Uma vez que formam casal, não mais se separam. Se em sua região os locais para nidificação são escassos, casais podem expulsar ou matar ocupantes de ninhos já estabelecidos.Nidificam a cada dois anos entre agosto e janeiro, em buracos que escavam nos troncos de árvores e palmeiras. A serragem resultante se acumula no fundo e serve para secar as fezes e acolchoar os ovos, em geral dois, podendo chegar a cinco, que a fêmea, principalmente, choca por cerca de 25 dias. O macho alimenta a fêmea durante este período e protege o ninho de invasores. Um estudo realizado no Parque Nacional das Emas,  monitorando dezoito ninhos, indicou uma taxa de natalidade de 72%. Os filhotes nascem implumes, cegos e indefesos, e são alimentados por ambos os pais com frutas e sementes regurgitadas, permanecendo no ninho por três meses. Mesmo depois de aprenderem a voar as crias permanecem com os pais por até um ano inteiro, e atingem a maturidade sexual somente depois de três ou quatro anos.
Seus maiores inimigos são aves de rapina  de grande porte, mas tucanos e primatas  de médio porte podem predar ovos e filhotes. Alimentam-se de sementes e frutos, incluindo o buruti (Mauritia flexuosa), o cajuzinho (Anacardium humile), o iriri   (Allagoptera leucocalyx) e a gabiroba(Campomanesia adamantinum), de preferência ainda verdes, a despeito das toxinas ou do sabor desagradável que tais alimentos possam ter. Reúnem-se em grandes bandos em encostas argilosas expostas para ingerir argila, necessária para eliminarem toxinas da dieta e para enriquecê-la com um suplemento de elementos minerais. Têm grande força no bico, possibilitando-lhes abrir sementes de casca muito dura, como a castanha-do-pará.
Fonte: wikipédia
LOCAL DOS REGISTROS: Parque das Aves, Foz do Iguaçu Paraná.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO:   Pouco preocupante


"Não é considerada como sendo  ameaçada, embora seja apreciada como ave de gaiola. Suas populações  estão diminuindo e algumas delas já estão extintas." (wikiaves.com.br)

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