terça-feira, 18 de outubro de 2016

Bando de suiriri ***Tyrannus melancholicus Vieillot, 1819


Quase tão conhecido como o bem-te-vi e siriri, é encontrado em todo o Brasil. Adapta-se até aos maiores conglomerados urbanos, desde que haja alguma arborização. Pode ser visto no meio de São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo. A população do sul do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (parte) é completa ou parcialmente migratória. Seu nome popular, de origem onomatopeica, origina-se de sua vocalização “si-ri-ri” (Höfling e Camargo, 2002).

A partir do poleiro, realiza um voo de poucos até dezenas de metros, em todas as direções, apanhando a presa no ar. Classicamente, retorna ao local de origem para consumi-la, muitas vezes batendo fortemente no galho para matá-la ou estonteá-la. Está em seu poleiro nas primeiras horas da manhã e muitas vezes permanece todo o dia, apesar do sol e calor. Além de insetos, alimenta-se de frutos, esses últimos muito consumidos por aves em migração. Aprecia muito os frutos do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa).

Ocorre em todo o Brasil e desde os Estados Unidos a quase toda a América do Sul (Sick,1997). É uma espécie muito observada no estado de Santa Catarina entre setembro e começo de abril, época em que ocorre sua nidificação (dezembro/janeiro). Algumas populações migratórias possuem asas mais pontudas, o que pode ser explicado como uma adaptação para voos longos (Sick, 1997).
A população ocorrente na Argentina, Uruguai, grande parte do Paraguai, extremo sudeste boliviano e sul do Brasil é migratória, indo para a Amazônia a partir de março/abril. Retorna em outubro, passando pelo Pantanal em abril/maio e em setembro/outubro.

Fonte: wikiaves

Local do registro: Arroio do Moinho 1º Canguçu RS

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